Por Angélica GoianaOs tapumes que cercam a Praça José de Alencar parecem resguardá-la, mas olhando atentamente é possível ver que essa proteção não funcionou. Eles foram colocados em janeiro deste ano, quando teve início a reforma do logradouro. A prefeitura da cidade de Fortaleza, responsável pela interdição e reforma da praça, estipulou um prazo de 45 dias para a finalização das obras, mas isso ainda não aconteceu. Com o atraso, a praça que fica em frente ao Theatro José de Alencar, se transformou em um espécie de banheiro público, além de abrigo para m
oradores de rua.Um dos motivos para a interdição do logradouro foi a retirada de feirantes e de vendedores ambulantes, que em horários específicos ocupavam a praça de forma desordenada, prejudicando a passagem de pedestres. “A Praça tem que ser um ambiente de descanso, ninguém pode ocupar um lugar que não é seu”, afirma Edvardo do Nascimento, 37 anos, vendedor. Segundo ele, os comerciantes tinham que ter um lugar apropriado para a venda dos produtos, “os feirantes tinham que estar no subúrbio”.

Essa opinião também é compartilhada pelos próprios comerciantes, como no caso de Áurea Oliveira , 59 anos, vendedora ambulante, que durante muito tempo trabalhou no local. “Os ambulantes não deviam ficar aqui na praça José de Alencar, pois é muito bonita, tem que ser um lugar para a família passear. Acho que a retirada deles foi uma coisa boa”.
Porém, para os ambulantes que comercializavam no local, a retirada não foi correta. Suely Oliveira, 35 anos, que é vendedora ambulante na praça há cinco anos, afirma “uma das referências da praça é a venda dos produtos comercializados aqui, muitos clientes reclamaram da saída dos vendedores. Desde que eu era criança tinha ambulantes nessa praça, e eu acho que aos poucos os vendedores vão voltar”, enfatiza.
Os ambulantes que foram retirados da praça passaram a vender os produtos no entorno, é possível ver mercadorias expostas nos tapumes que cercam o logradouro. Enquanto isso, o pedestre continua sendo o maior prejudicado, porque além dos ambulantes - que continuam próximos à praça - ainda precisam disputar o ínfimo espaço que resta com ônibus que transitam pelo o local.
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