quarta-feira, 17 de junho de 2009

Jornalismo factual no 17º Festival Mundial de Publicidade de Gramado

Por Renata Viana




O 17º festival mundial de Publicidade que ocorreu na cidade serrana de Gramado no Rio Grande do Sul foi um sucesso entre publicitários e estudantes de publicidade, porém também englobou profissionais e universitários dos mais diversos cursos.

Um dos diferenciais do festival que chamou a atenção de estudantes de jornalismo como a porto alegrense Geovana Costa foi a quantidade de stands de veículos de comunicação impressos e televisivo. “A existência de um jornalzinho destinado só pro evento mostra a grandiosidade de tudo isso”, comenta Geovana acerca do Diário do Festival, um jornal feito somente para o evento.

A publicação que trazia informações específicas sobre os acontecimentos do festival era produzida ali mesmo e foi montada uma pequena redação no evento para a realização da publicação. A idéia de produzir um informativo do festival surgiu através do jornalista e editor da publicação Nova Pauta de Porto Alegre, Flávio Difini junto aos organizadores do festival que colaboraram com o projeto.

O Diário do Festival é um exemplo de jornalismo factual e funcional. Toda a produção, elaboração de pautas, realização de matéria e diagramação era realizada no evento em uma salinha de 5m² feito por três repórteres, um editor e um diagramador, além do diretor Geral, Flávio Difini. A correria nos corredores do evento e a rapidez na redação improvisada demonstram a dificuldade de fazer todo um jornal em apenas um dia. “É difícil de fazer um jornal tão rápido, porém a equipe é dedicada e as coisas fluem, além disso, a idéia geral do projeto já existia e ninguém ficou boiando em relação ao que fazer”, relata Flávio entre nossa conversa e muitas reclamações com a equipe.




Jornalismo no Festival de Publicidade

terça-feira, 16 de junho de 2009

Palestra de Olivetto abre Festival de Publicidade de Gramado

Por Rani Mendes

Valeu a pena esperar. Depois de pouco mais de uma hora de solenidade, apresentações e entrega de prêmios, Washington Olivetto, um dos maiores publicitários do país e patrono do evento, subiu ao palco para abrir o ciclo de palestras do 17º Festival Mundial de Publicidade de Gramado e fez com que o público esquecesse os geladíssimos 4 graus que fazia na cidade da serra gaúcha.



Com o tema “A vanguarda criativa”, Olivetto ressaltou que as melhores campanhas publicitárias nem sempre são feitas de produções caríssimas, “é importante aprender a pensar simples, principalmente em épocas de crise”, afirmou. Ainda segundo o publicitário, o fundamental da vanguarda e da inovação é experimentar com alegria aquilo que se está produzindo.

Uma das dicas dada para os alunos e profissionais do Brasil inteiro que estavam na platéia é sobre o impacto que a propaganda pode causar às pessoas. “A publicidade tem que ir além de cumprir a obrigação da mensagem e cair no gosto popular, entrar para a cultura do país”. Ilustrando a palestra com vídeos e histórias bem humoradas, apresentou peças de sucesso, como a do primeiro soutien (1987)e por várias vezes arrancou risos e aplausos da platéia.



Para o fundador da W/Brasil inovação e vanguarda não é apenas criar o novo, mas saber reinventar o velho. Para isso a interação entre jornalismo e publicidade é uma arma eficaz. Segundo Olivetto, a instantaneidade do jornalismo tem que estar atrelada ao poder de persuasão da propaganda. Um bom exemplo é a propaganda do Bom Bril que há trinta anos está no ar e sempre traz novidades, colocando Carlos Moreno ao lado ou como personalidades que estão em evidência no momento.




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MAIS:
Confira no vídeo o depoimento (e conselhos) de duas alunas de jornalismo da FA7 que estiveram presentes no festival.

Um novo formato de jornal

por: Cinthia Azevedo

Há anos o bairro Cidade 2000 conta com um jornal que ajuda na divulgação dos comerciantes do local e também no aumento de vendas dentro do bairro favorecendo o mercado local.

Porém foi nesse ano que surgiu o “Classificados do Bairro” criado por Adriano e Ludmille Lacroix com a intenção de favorecer os pequenos comerciantes locais, já que nos grandes jornais da cidade para fazer esse tipo de anuncio é cobrado uma quantia alta.

Depois dessa modificação, o primeiro exemplar saiu no dia 11 de janeiro e foi muito bem aceito pelos moradores do bairro que acharam a iniciativa muito favorável para todos que ali tinham qualquer tipo de comércio.

Para o Senhor Albuquerque, dono de uma loja de roupas no local, afirma que depois que ele começou a anunciar no Classificado do Bairro, ele notou uma maior freqüência de clientes em sua loja.

De acordo com Ludmille, o diferencial do Classificado é o fato dele ser semanal e dá mais oportunidade para os anunciantes, assim, caso uma pessoa perca o dia selecionado para fazer o anuncio, na outra semana ela já pode anunciar.

É claro que tem pessoas que já pagam por anúncios durante o mês todo, mas para algumas pessoas, basta uma vez ao mês.

Com 3.000 exemplares distribuídos entre o bairro Cidade 2000 e Papicu, não há planos de aumentar a esse número, pois este já supriu todas as necessidades dos dois locais.

Sem patrocinadores, ou seja, pago pelos próprios anunciantes, o Classificado sempre foi de anúncios e nunca teve a intenção de possuir matérias sobre os bairros, pois não era o objetivo principal.


Com impressão terceirizada, às vezes eles passam por problemas de tempo na impressão, os dias certos para fazer a entrega desses jornaizinhos seriam todo domingo e toda segunda-feira.

Porém, nem sempre isso é possível. Problema de fechamento do jornal e principalmente atraso na gráfica são os primeiro e grandes motivos disso não ser 100% todas as semanas.

Para quem estiver interessado em anunciar seu comércios no “Classificados do Bairro” basta entrar em contato com os organizadores pelo email classificadosdobairro@yahoo.com.br ou pelos números 96183565 ou 87723473.

O jornalismo online e a assessoria de imprensa sindical


Por Liana Marinho

A assessoria de imprensa é uma área do Jornalismo em que o profissional media a relação entre uma pessoa, empresa, entidade ou órgão público e a imprensa.

O assessor de imprensa pode atuar em diversos segmentos, desde a empresa à organização não governamental, o chamado Terceiro Setor. A assessoria de imprensa sindical vem crescendo muito no Brasil, diante da necessidade das entidades sindicais se comunicarem com seus associados de uma forma mais rápida e objetiva. O assessor sindical precisa responder cuidadosamente – e satisfatoriamente ao mesmo tempo - aos afiliados e à direção da entidade. Estar sempre em uma balança que não pode pender para qualquer lado e ainda atender à demanda entre este órgão e a imprensa.

Todo sindicato precisa estar em contato com seus membros constantemente. Atualmente no Brasil existem mais de 10 milhões de publicações mensais de assessoria de imprensa sindical.

A web é uma grande aliada do profissional na prática dessa atividade. Tomando por exemplo a atual situação do jornalismo brasileiro, onde a obrigatoriedade do diploma de jornalismo será julgada em última instância no Supremo Tribunal Federal nesta quarta-feira dia 17 de junho, a FENAJ, Federação Nacional dos Jornalistas precisou manter seus milhares de associados espalhados pelo país e a população em geral bem informados em curtos espaços de tempo. A melhor e mais rápida forma é a exposição da informação em sites e os boletins online, já que seria muito demorado e caro mandar informes impressos a todos.



A rapidez da Internet facilita cada dia mais a vida do jornalista e do público. Para a assessora de imprensa da Associação dos Docentes da UFC (ADUFC), Angela Maria, o impresso ainda tem sua importância. Especialmente em relação a arquivos. Em ocasiões importantes é necessário que se façam edições impressas com mais informações, uma edição feita com mais calma, com tabelas e dados que precisam ser manuseados e até arquivados, o que não é contemplado pelo boletim eletrônico.



JOGO DE CINTURA

O assessor de imprensa sindical precisa ter uma posição de neutralidade e ética. As decisões são tomadas pela diretoria, e cabe ao jornalista levar e trazer a informação cuidadosamente, dentro das normas éticas da profissão. Muitas vezes pode acontecer de a diretoria pedir algo para o assessor que não seja ético, e ele precisa estar preparado para delicadamente declinar e sugerir a forma correta de fazer.

Um médico não vai entender como funciona a comunicação. Muitas vezes um profissional de outra área vai querer colocar siglas nas matérias que as pessoas não conhecem e cabe ao assessor dissuadi -lo da idéia, sem que sua posição saia prejudicada.



INTERATIVIDADE

Uma das funções do assessor de imprensa é receber e encaminhar, dúvidas reclamações e elogios do público alvo da categoria – recebidos através da página eletrônica - ao devido responsável e cobrar uma resposta. O fale conosco pode ser centralizado pela assessoria de imprensa. “Eu encaminho para o devido setor e dou a resposta para quem enviou o e-mail, e algum tempo depois volto para o setor cobrando a resposta, para atender a todos de uma forma igualitária”, conta Angela .

Acompanhe entrevista com a assessora Angela Maria

"Um sonho de menina!"

Por Paula Queiroz


De centavo em centavo ela guarda tudo o que ganha na esperança de comemorar seus 5 anos com uma festa de princesa.

As vésperas do seu quinto aniversário, Carla laryssa quebra seu cofre para completar o orçamento da festa."Ela quer um big aniversário" confirma o pai Leonardo Moura. Com seus parentes, coleguinhas da escola e seus vizinhos ela planeja se divertir e aproveitar tudo que deixou de fazer em função da economia.

Enciumada com os preparativos do aniversário de 1 ano de seu irmão Vinicius, ela pediu ao pai que lhe comprasse um cofre para juntar dinheiro e garantir uma festa tão bonita quanto a de seu irmão.

A partir desse momento nenhuma moeda passava despercebida pelos olhos da garota. Quando somente o troco do mercantil não lhe satisfazia ela apelava para o drama e saia mostrando seu cofrinho aos parentes que chegavam a casa."A cara dela era: você já viu o meu cofrinho, nem precisava dizer para que serviria o dinheiro economizado, todo muito colocava uma moeda", afirma o pai.

"Eu ficava procurando moedas lá no chão da casa do meu avô, ai ele me dava e eu colocava no cofre". Bem sugestivo, o cobre da menina é de gesso mas não é um porquinho como muitas crianças têm( alguns adultos também possuem), o cofre é de um desenho infantil da qual Laryssa é fã, a gata Hello Kitty. Entre outros artigos ela tem sandália, blusa e laptop da coleção da gatinha.

Esperta, Laryssa planeja cada detalhe desse aniversário e já avisa que pro próximo tem cofre de porquinho, alimentado desde agora para ficar bem gordinho para festança do ano que vem.

Walter Longo palestra para os seus aprendizes publicitários

Por: Juliana Rocha.




A segunda palestra mais esperada do 17º Festival Mundial de Publicidade e Propaganda, depois da palestra de Washington Olivetto, certamente foi a do conselheiro de Roberto Justus no programa “O Aprendiz”, Walter Longo.

Para os estudantes publicitários que estavam no festival pela primeira vez Átali Felipe e Mateus Rocha “A palestra do Walter foi muito melhor que a do Olivetto, esperava mais dele” lamentou Átali. “Adorei a palestra, tiveram ótimos exemplo, só achei que destinaram pouco tempo a ele. A palestra tinha como foco a publicidade, mas qualquer pessoa que assistisse iria adquirir muito conhecimento.” disse Mateus.

Com sua palestra “Inovação e vanguarda na utilização de meios e ferramentas”, Longo conseguiu com que centenas de aprendizes publicitários ficassem pouco mais de uma hora vidrados nas apresentações de vídeos e suas idéias que ele colocou durante a sua palestra. Longo mostrou em sua palestra que o mundo está ficando cada vez mais moderno e dependendo mais da tecnologia. “Antes você ia ao banco e lhe ofereciam café, hoje você vai ao café e lhe oferecem o banco”. Diz Walter mostrando no telão a foto de um espaço para tomas café, onde você pode acessar a sua conta de banco de um computador que se encontra na loja.

Ele comparou o atual momento à Revolução Industrial, principalmente em relação a capacidade de percepção do ser humano, não somente ao avanço tecnológico. “Estamos no meio de um Tesarac: período da história no qual ocorrem profundas mudanças sociais e econômicas, transformando a sociedade em caótica e desorganizada antes de encontrar uma nova ordem.” disse.

Longo mostrou vários exemplos dessa mudança, como celulares flexíveis, notebooks que já vem com a própria bolsa, bonecas infláveis para cães, etc.
Para Longo as pessoas não tem que se preocupar com a revolução digital. “Não precisamos olhar com preocupação para o futuro, os próximos dez anos serão muito divertidos”.

Para encerrar a palestra, Walter Longo, apresentou os cinco “nãos” na Nova Era e as alterações do conceito que redimensionam o mercado. O primeiro não seria “Tamanho não é documento”, ou seja, o tamanho das organizações está independente das visões estratégicas dessas empresas. O segundo não vai contra a regra considerada a mais certa pelos donos de lojas “O cliente não tem sempre razão”. “O cliente não sabe mais o que quer, pois não sabe o que pode querer”, explica Longo. O terceiro diz que “seu negócio não é o que você está pensando”, ou seja, a concorrência não é mais entre as empresas, segundo Longo, mas sim entre os modelos de negócios. E ele mostrou à sua platéia jovem o conceito de nexialismo. “O nexialista é aquele que enxerga o todo, que não sabe a resposta de todas as perguntas, mas é capaz de ir buscá-la.”

Longo disse que os “nativos digitais”, que nasceram no mundo informatizado colocam paradigmas que revolucionam as mídias. “Temos que quebrar esses paradigmas. Inovar é festejar a mudança, é fazer de um jeito diferente o que os outros fazem igual”. Finalizou Longo antes de ser aplaudido de pé pelo público presente.























Trecho da palestra de Walter Longo no 17º Festival de Publicidade e Propaganda em Gramado - 2009.


Tambores do Lagamar


Por Lu Medeiros

Um projeto vem fazendo muita zoada no Lagamar. Trata-se do RE-percussão, trabalho desenvolvido e executado pela Fundação Marcos de Bruin (FMB), através do grupo Multiplicadores de Música, que visa a inclusão sociocultural de jovens da comunidade. Esta ação envolve a construção de tambores artesanais e a realização de oficinas de percussão. A diferença do projeto está na sua proposta central: ocupar o tempo ocioso de 20 jovens do Lagamar com arte-educação.

Durante 06 meses, os jovens estarão envolvidos em atividades dentro e fora da instituição. A primeira etapa do projeto, que consistia na construção das alfaias (tambores), já foi executada. Nesse processo, através de pesquisa, todos os participantes fizeram um passeio pela história da cultura popular nordestina, aprendendo os ritmos musicais. A partir daí, deram-se início as oficinas de percussão. Os ensaios são realizados as segundas, quartas e sextas, na sede da instituição. Para atrair outros jovens e chamar a atenção da comunidade para o projeto, alguns ensaios são feitos nas margens do riacho Tauape.


Segundo uma das coordenadoras do projeto, Linikely Aguiar, 19, integrante do grupo Multiplicadores de Música, "o RE-percussão foi criado para proporcionar aos jovens do Lagamar a oportunidade de conhecer a cultura nordestina, além de aprender a construir os próprios instrumentos de percussão ".

Linikely sempre esteve envolvida nos projetos da FMB, tornando-se referência para os jovens do Lagamar. Através do projeto Canto Coral formou-se multiplicadora de música. Hoje, desempenha um papel fundamental dentro da instituição. "Quando se pensou no projeto, a idéia era desenvolver uma ação que atraísse o jovem pra dentro da instituição. Mais que isso, fazer com que ele se apropriasse do espaço. A Fundação sempre esteve de portas abertas para a juventude do Lagamar. Mas faltava algo que a fizesse entrar. Então pensamos em fazer barulho, de todas as formas. Deu certo”, enfatiza a jovem coordenadora.


A primeira apresentação do RE-percussão aconteceu durante o II Festival de Juventude do Nordeste, realizado em Quixadá, pela Rede de Jovens do Nordeste e Escola de Formação Quilomo dos Palmares, de 30 de abril a 3 de maio de 2009. O evento reuniu cerca de 1.500 jovens de vários estados do Nordeste.

Para Rômulo da Silva Barros (na foto, o do meio), 16, o projeto está mudando a sua vida: “Sempre gostei muito de música. Agora estou tendo a oportunidade de aprender a confeccionar as alfaias (tambores) e tocar ritmos como maracatu, xote, baião e forró pé-de-serra, além de me profissionalizar e com isso ganhar meu dinheiro”.

O Projeto RE-percussão é o único do Estado do Ceará a receber recursos do Fundo da Rede Jovens do Nordeste – RJNE, em parceria com a W. K. Kellogg Foundation e a Associação Quilombo dos Palmares, de Recife. O referido projeto serviu de Piloto para aprovação dos Pontos de Cultura no Ceará, em parceria com a Secretaria de Cultura do Estado do Ceará e Ministério da Cultura. Mais recentemente teve aprovação junto a Brazil Foundation.

A Fundação Marcos de Bruin é uma entidade sem fins lucrativos que atua há 17 anos no local, beneficiando jovens e adultos com ações de geração de renda, protagonismo juvenil e desenvolvimento local.

Ex palhaço do Circo Beto Carreiro alegra população na Praia do Futuro

Por Gleice Costa

Pra ser engraçado não é fácil e ainda mais, ser palhaço? Pois é, o palhaço Batatinha nos mostra o segredo de ser palhaço, como é divertido trabalhar como humorista na Praia do Futuro e ainda nos conta sua história.

Agenor Rodrigues, natural de Itapipoca, casado pela terceira vez, 4 filhos, conhecido como Palhaço Batatinha, atua como humorista há 22 anos. 10 anos de sua carreira trabalhou no Circo do Beto Carreiro, e os outros tempos como palhaço de palco e depois de rua, o que permanece até hoje.

Agenor chegou a Fortaleza muito jovem, através de Ari Gonçalves, um domador de macacos. Quando Agenor começou a trabalhar em circo não entendia nada a respeito, mas já tinha o dom de fazer seus amigos rirem facilmente. Seu primeiro emprego foi de ajudante de manutenção de circo, depois passou a ser acessor de cozinha. Segundo ele: “eu era acessor da Dona Rosa, secretária do Beto carreiro”.

Com o tempo, ele passou a ser palhaço de palco, daqueles que apenas complementavam o cenário, não fazia muitos espetáculos. Até que com o passar das horas, dos dias, ele foi se tornando profissional e conhecido como Palhaço Batatinha, apelido escolhido há 20 anos, pelos amigos de mesa de bar.

Palhaço Batatinha saiu dos circos e veio trabalhar de palhaço de rua, pois a remuneração é bem mais gratificante. Batatinha nos conta que ganhava noventa reais por semana, enquanto nas ruas recebe em torno de R$1.500,00 por mês. Ele trabalha no final de semana alegrando os clientes das barracas da Praia do Futuro. Quando aparece alguma oportunidade durante a semana, Batatinha, junto do seu companheiro Palhaço Costela anima festas de crianças.
De segunda a quarta à tarde, com a ajuda da esposa, eles
manufaturam e preparam os objetos para vender no final de semana. Normalmente, ele começa a trabalhar na quinta-feira e vai até o domingo. Das 10horas as 15horas. Palhaço Batatinha leva alegria e diversão para crianças e adultos na Praia do Futuro toda semana.

Segundo ele, “o segredo para ser palhaço é ter uma roupa colorida pra vestir, uma maquiagem alegre para transformar a pessoa num boneco vivo e ser uma pessoa bem humorada, comunicativa, muito axtrovertido, brincar, curtir, é eu falo errado assim mesmo...”

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Dia dos namorados duplica a alegria nas pessoas

Por Gleice Costa



Um dia muito esperado para ‘os pombinhos’ e ao mesmo tempo inquietante para aqueles que estão só ou com algum problema na vida amorosa. É melhor está solteiro ou acompanhado? Quem investe mais, o homem ou a mulher?

Conversamos com o proprietário da Floricultura Tome, Roberto Ito, comerciante há 33 anos, e nos fala que o movimento na loja, nesses dias duplicaram. “Tanto homens quanto mulheres querem demonstrar seus sentimentos, claro, que predominam, ainda, os homens”. Ele nos conta que as mulheres estão superando o preconceito quanto dar flores aos namorados. A única coisa que ainda é limite e padrão, é a cor vermelha, elas evitam dar outras cores, como rosa, violeta, para não constranger o apaixonado.

O comerciante ainda faz um gráfico mostrando a especificação das vendas num geral. 99 % compram rosas por amor e paixão, enquanto apenas 1 % por homenagens, ou até mesmo por aflições.

Segundo as vendedoras Auxiliadora Alves e Ana Cláudia, a semana dos namorados foi ótima, pois elas puderam render mais pra si e para a empresa ao final do mês. Com alegria elas atendem ao público a todo instante.

Arrumando os mínimos detalhes ao embrulhar os presentes. “Acho interessante a diferença na hora da decisão dos presentes”. Afirma Auxiliadora. No entanto, é difícil alguém sair sem levar rosas. Normalmente, os clientes compram o conjunto: chocolates, urso de pelúcia e flores vermelhas.

Segundo as funcionárias, nessas épocas comemorativas, como o Dias dos Namorados, são vendidos de 200 a 300 buquês por dia. Mas nos dias mais próximos, 11 e 12 de junho, o trabalho é mais lucrativo, pois a venda é bem maior.
Vejamos alguns namorados apaixonados escolhendo seus presentes:


Ito ainda brinca com o seu sucesso nas vendas e no trabalho: “Floricultura mescla produto perecível, salão de beleza e ‘divan’ de psicanalista, pois a quantidade de gente que vem desabafar, conversar sobre o que está acontecendo, não é brincadeira! E acabam levando o produto, saindo alegres e satisfeitos”.

O entregador Gleilson Onório nos afirma que há vários tipos de reação das pessoas ao receber as flores, mas a maioria é felicidade. “Alguns execram o sentimento, falam alto, outros já recebem com o sorriso estampado no rosto dizendo quem está mandando, outros ficam surpresos, outros reagem com rejeição, mandando de volta etc”. Ele complementa.

Frederico Rios, 26, bancário, presenteou a namorada, Isabelly Oliveira, com flores vermelhas e um encantador urso de pelúcia.

Ítalo Oliveira, 30, estudante da UECE, presenteou a namorada, Márcia Bezerra, com uma linda árvore bonsai e um singelo cartão de mensagens.


UMA BOA DICA PARA VOCÊ DEIXAR ALGUÉM QUE VOCÊ AMA MAIS FELIZ É A FLORICULTURA TOME, LOCALIZADA NA AVENIDA RUI BARBOSA, PRÓXIMO A ANTÔNIO SALES - FORTALEZA - CE.

domingo, 14 de junho de 2009

FACULDADE SETE DE SETEMBRO SEDIA PRIMEIRO PRÉ-ENCONTRO DO 30º ENECOM

Por Leandro Porto


A Faculdade Sete de Setembro(FA7) recebeu estudantes de comunicação de diversas Faculdades e Universidades do estado do Ceará na última terça-feira, 9, para realizar o primeiro pré-encontro do Encontro Nacional de Comunicação Social (ENECOM).

A comissão organizadora do ENECOM realizou o espaço para explicar para os estudantes o projeto político do encontro, falar sobre a estrutura, da programação e aproveitou para debater sobre o tema do evento que este ano será “Sociedade em (des)construção: faça da sua indignação sua comunicação”, que gira em torno da comunicação e contra hegemonia.

Neste primeiro contato os estudantes puderam conhecer um pouco da Executiva Nacional de Estudantes de Comunicação Social (ENECOS) e suas bandeiras. Conheceram também a história do ENECOM e a necessidade de realizar espaços como estes.

A participação dos discentes gerou um grande debate sobre a hegemonia comunicacional no Ceará e no Brasil. A discussão mostrou a importância do tema do Encontro e a necessidade de organização dos estudantes para avançar na democratização da comunicação.

As inscrições já começaram e será aberta também para os movimentos sociais que se interessarem em participar. O valor sem alimentação e alojamento é de 40 reais e pode ser feita no Diretório Acadêmico de Comunicação Social da Unifor, no Diretório Acadêmico da UFC.

Para mais informações os interessados devem acessar o blog do enecom . O evento ainda não tem sede definida por questões estruturais, porém a data será de 26 de julho a 02 de agosto.

Assista ao vídeo da reunião:

sábado, 13 de junho de 2009

Atrasos na reforma da Praça José de Alencar geram problemas

Por Angélica Goiana

Os tapumes que cercam a Praça José de Alencar parecem resguardá-la, mas olhando atentamente é possível ver que essa proteção não funcionou. Eles foram colocados em janeiro deste ano, quando teve início a reforma do logradouro. A prefeitura da cidade de Fortaleza, responsável pela interdição e reforma da praça, estipulou um prazo de 45 dias para a finalização das obras, mas isso ainda não aconteceu. Com o atraso, a praça que fica em frente ao Theatro José de Alencar, se transformou em um espécie de banheiro público, além de abrigo para moradores de rua.

Um dos motivos para a interdição do logradouro foi a retirada de feirantes e de vendedores ambulantes, que em horários específicos ocupavam a praça de forma desordenada, prejudicando a passagem de pedestres. “A Praça tem que ser um ambiente de descanso, ninguém pode ocupar um lugar que não é seu”, afirma Edvardo do Nascimento, 37 anos, vendedor. Segundo ele, os comerciantes tinham que ter um lugar apropriado para a venda dos produtos, “os feirantes tinham que estar no subúrbio”.


Essa opinião também é compartilhada pelos próprios comerciantes, como no caso de Áurea Oliveira , 59 anos, vendedora ambulante, que durante muito tempo trabalhou no local. “Os ambulantes não deviam ficar aqui na praça José de Alencar, pois é muito bonita, tem que ser um lugar para a família passear. Acho que a retirada deles foi uma coisa boa”.

Porém, para os ambulantes que comercializavam no local, a retirada não foi correta. Suely Oliveira, 35 anos, que é vendedora ambulante na praça há cinco anos, afirma “uma das referências da praça é a venda dos produtos comercializados aqui, muitos clientes reclamaram da saída dos vendedores. Desde que eu era criança tinha ambulantes nessa praça, e eu acho que aos poucos os vendedores vão voltar”, enfatiza.

Os ambulantes que foram retirados da praça passaram a vender os produtos no entorno, é possível ver mercadorias expostas nos tapumes que cercam o logradouro. Enquanto isso, o pedestre continua sendo o maior prejudicado, porque além dos ambulantes - que continuam próximos à praça - ainda precisam disputar o ínfimo espaço que resta com ônibus que transitam pelo o local.

terça-feira, 9 de junho de 2009

Jogos online: um dos melhores entretenimentos da Internet

Por: Amanda Paiva


Com a ampliação da Internet, milhares de novidades e transformações apareceram na rede. Não só o jornalismo online foi beneficiado, mas também o entretenimento. Apareceram inúmeras páginas para diversão dos internautas. Dentre elas podemos encontrar os jogos online, que são uma das preferências do público em todo o mundo.

Neles um jogador com um computador conectado à rede pode jogar com outros sem estarem no mesmo ambiente. O jogador pode desafiar adversários que estejam em outros lugares do país, ou até do mundo, em tempo real, como se o outro estivesse lado a lado.

Há dois grandes grupos de jogos online: os jogos massivamente multiusuários (MMO) e os jogos acessíveis por meio da Internet (webgames).

Os jogos MMO agradam por oferecer um universo inteiro onde o jogador poderá desempenhar várias ações e papéis e, o mais importante, interagir com outros jogadores. Podem ser uma ótima forma de socialização, de encontrar novas pessoas e rever os amigos.

Já os webgames são muito apreciados, tanto entre mulheres, crianças, jovens e adultos, que estão no trabalho, em casa ou mesmo na universidade. O fato de estar ali, serem fáceis de jogar e não precisar instalar, fascina a todos os que querem “diversão sem complicação”.

“Jogos online hoje estão mais abrangentes no Brasil”, explica Ítalo Solon, 25, dono de uma Lan House no bairro Cidade dos Funcionários (Fortaleza/CE).

Um exemplo de jogo online é o Perfect World. Um universo vasto e rico em lendas mitológicas, com mistérios assustadores, criaturas fantásticas e desafios que só podem ser vencidos por verdadeiros heróis. Nele os jogadores podem conhecer civilizações milenares, herdeiras de deuses onipotentes.

Desenvolvido com o engine gráfico Element 3D, Perfect World apresenta um vasto ambiente cinematográfico e com paisagens fotográficas. Para jogar esse jogo, é preciso juntar-se a uma das três raças: Alados (Arqueiros e Sacerdotes), Humanos (Guerreiros e Magos) e Selvagens (Bárbaros e Feiticeiras), cada um com suas vantagens e desvantagens.

Por ser dono de uma Lan House, Ítalo precisa sempre ficar atento às novidades da rede. Quando Perfect World foi estreado ano passado no Brasil, ele logo colocou nos computadores da Lan, e, quando menos esperou, estava jogando com os amigos. “Jogo esse jogo há um ano, pelo menos três vezes ao dia, mas não deixo de viver para jogar”, conta.

O Perfect World possui um recurso de conversa online no próprio jogo, é onde os jogadores podem aproveitar para rever e fazer amigos, de outras localidades e até mesmo do próprio bairro, proporcionando muito mais interação ao jogo.

Ítalo conhece várias pessoas do Brasil, como em Santa Catarina, São Paulo e Porto Alegre e sempre mantém contato tanto por MSN quanto por Orkut. “Tem amigos meus que tão namorando”, revela.

Paulo Roberto, 26, é outro apreciador do jogo. Começou a jogar por que frequentava a lan de Ítalo, pois não tinha computador em casa, e ao ver os amigos jogando se interessou também. “Há mais ou menos seis meses, comecei, junto com o pessoal da lan”.

Enquanto Ítalo joga todo dia, Paulo faz o oposto, “jogo quando tenho tempo e vontade, ultimamente não estou jogando tanto por conta dos meus estudos.”

Mas a resposta é sempre unânime quando pergunto onde é o lugar melhor pra jogar Perfect World, “melhor jogar na lan com os amigos!”, exclamam os rapazes.

Jogar em Lan House é sinônimo de gritos, risadas, raiva dos oponentes e até palavrões, é inevitável qualquer uma dessas ações. Mas existem pessoas que não são fãs de muita bagunça, “também é bom jogar em casa, pois não tem tanto barulho. Sou muito calado, às vezes falo quando estou com raiva e também quando acabo morrendo no jogo por conta das pessoas que não sabem jogar”, confessa Paulo.

Existem pessoas encarnando os personagens do jogo em perfis do Orkut. “tenho um fake do meu personagem. Isso é bom em questão de segurança”, explica, “existem muitos hackers que rastreiam nossa conta e podem acabar com nosso jogo”.

Perfect World possui mais de 800 comunidades no Orkut e cada vez procura aprimorar suas ferramentas para poder manter por mais tempo seus jogadores em ação.

Imagens do Jogo Perfect World



Ítalo Solon, dono da Lan House















Amigos se reunem para jogar
Lan House é sinônimo de "bagunça"

Torcedores trocam o estádio por barzinhos (parte 1)

Por Lu Medeiros

Estabelecimentos que transmitem futebol ao vivo pelo pay-per-view da TV a cabo (canal fechado) recebem um público bem maior em dia de jogo.

O que era privilégio de bares dos bairros de classe média de Fortaleza, agora pode ser visto também na periferia. Pensando em ofertar um serviço diferenciado, diversos estabelecimentos investiram na transmissão de jogos por canal fechado e criaram ambientes para dar mais conforto e segurança aos torcedores. Com TV de plasma, telão ou um simples aparelho de televisão esses locais se transformaram em verdadeiros pontos de encontro. Lá, os amigos podem se reunir para torcer pelo seu time, colocar a conversa em dia, tomar uma geladinha, tudo isso na maior tranquilidade.

Os torcedores adotam bares próximos de suas residências. Em dia de jogo esse público tem atendimento diferenciado. Garçons e garçonetes se movimentam o tempo todo para garantir a cerveja gelada e os tira-gostos saborosos nas mesas. De vez em quando alguém grita “sai da frente!”. É que os mais exaltados não conseguem ficar sentados. Olhos grudados na telinha, todos viram juízes, técnicos e comentaristas. Se o time está perdendo não escapa ninguém. Gente que nunca se viu comenta a partida lance a lance, como se fossem velhos amigos.

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Torcedores trocam o estádio por barzinhos (parte 2)

É bem verdade que a maioria dos torcedores que trocaram as arquibancadas dos estádios por cadeiras de bar já eram clientes assíduos dos estabelecimentos. Mas um novo público se formou a partir dessa iniciativa.

Quem afirma é a proprietária de uma churrascaria no bairro São João do Tauape, Suayne Monteiro, 38, que comprou uma assinatura de canais privados para atender a necessidade dos próprios freqüentadores. Para não incomodar os clientes habituais, aqueles que não gostam de futebol, Suayne criou um espaço mais afastado, com o mesmo padrão de atendimento. "No começo houve rejeição, as pessoas diziam que haveria muito barulho, que torcedor não sabia se comportar em estádio, quanto mais em ambientes privados”, conta. Mesmo assim, resolveu apostar na experiência. Com o passar do tempo, percebeu que estava se formando outro público: clientes que não tinham o hábito de ir aos estádios passaram a freqüentar o estabelecimento em horários dos jogos.

A empresária lembra que em dois anos houve apenas um incidente envolvendo torcedores. É que tricolores e alvinegros disputavam a mesma telinha da TV. Para contornar a situação ela resolveu colocar dois aparelhos. Um para cada torcida. Como nos estádios. Deu certo.

O sindicalista e torcedor do Ferroviário, Antonio Gerardo, 45, diz que sempre freqüentou barzinhos próximos da sua casa antes de ir para o estádio. Agora fica lá direto. “Assistir aos jogos em companhia dos amigos sem qualquer preocupação é muito melhor”, afirma. Gerardo conta que seu time de coração não está em nenhuma competição, mas sente prazer em “secar” os outros times. “É muito divertido, só tenho que ter cuidado com os fanáticos”, brinca.

O fato é que os pontos de encontro viraram mania. O público freqüentador é bem diverso. E quem ainda acha que futebol é coisa de homem, basta dar um passeio pela cidade em dia de jogo para ver que as mulheres estão cada vez mais presentes nestes espaços.