terça-feira, 9 de junho de 2009

Jogos online: um dos melhores entretenimentos da Internet

Por: Amanda Paiva


Com a ampliação da Internet, milhares de novidades e transformações apareceram na rede. Não só o jornalismo online foi beneficiado, mas também o entretenimento. Apareceram inúmeras páginas para diversão dos internautas. Dentre elas podemos encontrar os jogos online, que são uma das preferências do público em todo o mundo.

Neles um jogador com um computador conectado à rede pode jogar com outros sem estarem no mesmo ambiente. O jogador pode desafiar adversários que estejam em outros lugares do país, ou até do mundo, em tempo real, como se o outro estivesse lado a lado.

Há dois grandes grupos de jogos online: os jogos massivamente multiusuários (MMO) e os jogos acessíveis por meio da Internet (webgames).

Os jogos MMO agradam por oferecer um universo inteiro onde o jogador poderá desempenhar várias ações e papéis e, o mais importante, interagir com outros jogadores. Podem ser uma ótima forma de socialização, de encontrar novas pessoas e rever os amigos.

Já os webgames são muito apreciados, tanto entre mulheres, crianças, jovens e adultos, que estão no trabalho, em casa ou mesmo na universidade. O fato de estar ali, serem fáceis de jogar e não precisar instalar, fascina a todos os que querem “diversão sem complicação”.

“Jogos online hoje estão mais abrangentes no Brasil”, explica Ítalo Solon, 25, dono de uma Lan House no bairro Cidade dos Funcionários (Fortaleza/CE).

Um exemplo de jogo online é o Perfect World. Um universo vasto e rico em lendas mitológicas, com mistérios assustadores, criaturas fantásticas e desafios que só podem ser vencidos por verdadeiros heróis. Nele os jogadores podem conhecer civilizações milenares, herdeiras de deuses onipotentes.

Desenvolvido com o engine gráfico Element 3D, Perfect World apresenta um vasto ambiente cinematográfico e com paisagens fotográficas. Para jogar esse jogo, é preciso juntar-se a uma das três raças: Alados (Arqueiros e Sacerdotes), Humanos (Guerreiros e Magos) e Selvagens (Bárbaros e Feiticeiras), cada um com suas vantagens e desvantagens.

Por ser dono de uma Lan House, Ítalo precisa sempre ficar atento às novidades da rede. Quando Perfect World foi estreado ano passado no Brasil, ele logo colocou nos computadores da Lan, e, quando menos esperou, estava jogando com os amigos. “Jogo esse jogo há um ano, pelo menos três vezes ao dia, mas não deixo de viver para jogar”, conta.

O Perfect World possui um recurso de conversa online no próprio jogo, é onde os jogadores podem aproveitar para rever e fazer amigos, de outras localidades e até mesmo do próprio bairro, proporcionando muito mais interação ao jogo.

Ítalo conhece várias pessoas do Brasil, como em Santa Catarina, São Paulo e Porto Alegre e sempre mantém contato tanto por MSN quanto por Orkut. “Tem amigos meus que tão namorando”, revela.

Paulo Roberto, 26, é outro apreciador do jogo. Começou a jogar por que frequentava a lan de Ítalo, pois não tinha computador em casa, e ao ver os amigos jogando se interessou também. “Há mais ou menos seis meses, comecei, junto com o pessoal da lan”.

Enquanto Ítalo joga todo dia, Paulo faz o oposto, “jogo quando tenho tempo e vontade, ultimamente não estou jogando tanto por conta dos meus estudos.”

Mas a resposta é sempre unânime quando pergunto onde é o lugar melhor pra jogar Perfect World, “melhor jogar na lan com os amigos!”, exclamam os rapazes.

Jogar em Lan House é sinônimo de gritos, risadas, raiva dos oponentes e até palavrões, é inevitável qualquer uma dessas ações. Mas existem pessoas que não são fãs de muita bagunça, “também é bom jogar em casa, pois não tem tanto barulho. Sou muito calado, às vezes falo quando estou com raiva e também quando acabo morrendo no jogo por conta das pessoas que não sabem jogar”, confessa Paulo.

Existem pessoas encarnando os personagens do jogo em perfis do Orkut. “tenho um fake do meu personagem. Isso é bom em questão de segurança”, explica, “existem muitos hackers que rastreiam nossa conta e podem acabar com nosso jogo”.

Perfect World possui mais de 800 comunidades no Orkut e cada vez procura aprimorar suas ferramentas para poder manter por mais tempo seus jogadores em ação.

Imagens do Jogo Perfect World



Ítalo Solon, dono da Lan House















Amigos se reunem para jogar
Lan House é sinônimo de "bagunça"

Torcedores trocam o estádio por barzinhos (parte 1)

Por Lu Medeiros

Estabelecimentos que transmitem futebol ao vivo pelo pay-per-view da TV a cabo (canal fechado) recebem um público bem maior em dia de jogo.

O que era privilégio de bares dos bairros de classe média de Fortaleza, agora pode ser visto também na periferia. Pensando em ofertar um serviço diferenciado, diversos estabelecimentos investiram na transmissão de jogos por canal fechado e criaram ambientes para dar mais conforto e segurança aos torcedores. Com TV de plasma, telão ou um simples aparelho de televisão esses locais se transformaram em verdadeiros pontos de encontro. Lá, os amigos podem se reunir para torcer pelo seu time, colocar a conversa em dia, tomar uma geladinha, tudo isso na maior tranquilidade.

Os torcedores adotam bares próximos de suas residências. Em dia de jogo esse público tem atendimento diferenciado. Garçons e garçonetes se movimentam o tempo todo para garantir a cerveja gelada e os tira-gostos saborosos nas mesas. De vez em quando alguém grita “sai da frente!”. É que os mais exaltados não conseguem ficar sentados. Olhos grudados na telinha, todos viram juízes, técnicos e comentaristas. Se o time está perdendo não escapa ninguém. Gente que nunca se viu comenta a partida lance a lance, como se fossem velhos amigos.

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Torcedores trocam o estádio por barzinhos (parte 2)

É bem verdade que a maioria dos torcedores que trocaram as arquibancadas dos estádios por cadeiras de bar já eram clientes assíduos dos estabelecimentos. Mas um novo público se formou a partir dessa iniciativa.

Quem afirma é a proprietária de uma churrascaria no bairro São João do Tauape, Suayne Monteiro, 38, que comprou uma assinatura de canais privados para atender a necessidade dos próprios freqüentadores. Para não incomodar os clientes habituais, aqueles que não gostam de futebol, Suayne criou um espaço mais afastado, com o mesmo padrão de atendimento. "No começo houve rejeição, as pessoas diziam que haveria muito barulho, que torcedor não sabia se comportar em estádio, quanto mais em ambientes privados”, conta. Mesmo assim, resolveu apostar na experiência. Com o passar do tempo, percebeu que estava se formando outro público: clientes que não tinham o hábito de ir aos estádios passaram a freqüentar o estabelecimento em horários dos jogos.

A empresária lembra que em dois anos houve apenas um incidente envolvendo torcedores. É que tricolores e alvinegros disputavam a mesma telinha da TV. Para contornar a situação ela resolveu colocar dois aparelhos. Um para cada torcida. Como nos estádios. Deu certo.

O sindicalista e torcedor do Ferroviário, Antonio Gerardo, 45, diz que sempre freqüentou barzinhos próximos da sua casa antes de ir para o estádio. Agora fica lá direto. “Assistir aos jogos em companhia dos amigos sem qualquer preocupação é muito melhor”, afirma. Gerardo conta que seu time de coração não está em nenhuma competição, mas sente prazer em “secar” os outros times. “É muito divertido, só tenho que ter cuidado com os fanáticos”, brinca.

O fato é que os pontos de encontro viraram mania. O público freqüentador é bem diverso. E quem ainda acha que futebol é coisa de homem, basta dar um passeio pela cidade em dia de jogo para ver que as mulheres estão cada vez mais presentes nestes espaços.